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    Mulheres que criam: Raquel Paiz

    É bom inaugurar o especial com uma criativa que conheço há tantos anos. Raquel e eu estudamos publicidade juntas em Belo Horizonte e olho pra trás agora pra escrever esta introdução lembrando dos indícios de que aquela menina criaria coisas tão lindas.

    Não tenho dúvidas de que a dedicação e o foco foram peças chave, mas tem mais. A Raquel é daquelas pessoas que tem a sorte de ter crescido rodeada de bom gosto, aprendeu cedo o que é bonito e sempre teve ao lado, firme e forte, uma família parceiríssima, daquelas que jogam junto e não economizam amor. Se fosse pra dar um palpite, eu diria que tem um pouco desse amor em cada peça, e muito dessa família no sucesso da empreitada.

    Peça finalista do Auditions 2010, maior concurso de joias de ouro do mundo

    Veja a entrevista:

    1. Conta sobre seu projeto criativo atual e peso que ele tem na sua vida neste momento.

    A marca surgiu de uma necessidade que eu tinha de criar as minhas próprias peças e não ficar presa apenas nas encomendas dos meus clientes (que também é uma das coisas que eu mais gosto de fazer). Hoje, estou totalmente focada no desenvolvimento dessa marca, onde eu crio e produzo não só aquilo que é tendência, mas o que também surge do meu imaginário.

    2. Falando sobre criatividade e o processo criativo: o que te inspira, o que te move e o que te realiza?

    Difícil responder. Minhas inspirações e referências surgem de vários lugares, desde uma conversa numa mesa de bar com amigos aos sonhos que costumo ter durante a noite. Não consigo contar as vezes que acordei no meio da noite pra desenhar alguma coisa. Viagens também são grandes fontes de inspiração.

    Música é uma das coisas que mais me move, não consigo viver sem uma trilha sonora no meu dia-a-dia

    O que mais me realiza é ver meus clientes felizes e ter meu trabalho reconhecido. Quando um cliente chega com uma encomenda geralmente vem uma história por traz, ou é um pedido de casamento, um nascimento de um filho ou aniversário de uma pessoa querida. Acompanhar essas histórias de perto e fazer parte de alguma forma desse momento importante é uma felicidade que não tem preço.

    3. Quais são as ferramentas (digitais ou não) que você considera aliadas (e imprescindíveis) na parte criativa do seu trabalho?

    Eu ainda não me livrei do lápis e do papel. Geralmente começo com alguns rabiscos e depois passo pro computador. Aí sim uso o digital como ferramenta, por exemplo, o Rhinoceros (programa3D). Como eu também produzo, as minhas ferramentas e a minha bancada são essenciais. Para mim as vezes a fase “lápis e papel” não existe já vou direto para a bancada.

    4. Lugares, filmes, musicas, marcas ou personalidades com os quais você sente uma “afinidade” criativa?

    Vivi em Lisboa por um ano e lá tive tempo de conhecer vários outros lugares, mas Portugal é o pais que eu mais me identifiquei. Acho que quando fui embora deixei um pedacinho de mim lá (rs). Costumo ir muito ao Rio e por várias vezes as idéias surgem durante uma caminhada no calçadão. Apesar de viver em BH e não ter mar… o mar é algo que me inspira. A natureza também é uma grande fonte de referências e inspirações.

    Quanto a música…. nem sei por onde começar. Sou apaixonada por música, não consigo viver sem.  Um bom e velho Rock’n Roll acho que é sempre uma boa pedida mas também gosto muito de um indie rock e um Lenine por exemplo.

    No cinema os musicais e os filmes de Woody Allen e Quentin Tarantino. O seriado da HBO Girls também é algo que estou gostando muito de assistir.

    5. Você considera que já encontrou o equilíbrio entre inspiração (talento) e dedicação (suor)? Tem alguma dica pra quem está tentando chegar lá?

    Infelizmente, ainda não. Acho que com o tempo o talento começa a ser lapidado com o suor do dia-a-dia. As ideias nem sempre aparecem facilmente e mesmo assim você tem que se virar pra criar uma joia que satisfaça o seu cliente. Aí entra o suor e o trabalho de testes e mais testes e assim as ideias acabam surgindo. Mas acredito que esse equilíbrio até os designers mais maduros tem dificuldade de atingir. Ainda falta um “chão” para eu atingir esse equilíbrio. O aprendizado é diário, principalmente na parte da produção.

    6. Uma música que você vai ouvir daqui um tempo e lembrar deste momento que está vivendo agora?

    – Mumford and Sons – Lover of the light (pra ouvir)

    – Icona Pop – I love it (pra dançar)

    Mais informações sobre Raquel Paiz e suas peças no instagram da marca.


    Leia também a entrevista com a ilustradora Mari Casalecchi, vale super a pena. E não esquece de me seguir no Instagram!

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    Empoderamento

    #girlboss – O livro da Fundadora da Nasty Gal

    Sophia Amoruso já melhorou tanto as nossas vidas ao fundar a incrível Nasty Gal. Agora ela acrescenta ainda mais, compartilhando os segredos do seu sucesso no recém-lançado #GIRLBOSS.

    Quando eu comecei a movimentar as coisas pra abrir minha empresa, eu tive algumas marcas em mente, que pareciam ser um modelo de negócio do jeito que eu havia sonhado. A Nasty Gal sempre foi uma das marcas que eu usei como referência pra tudo, então imagina a felicidade que eu fiquei quando li sobre o lançamento desse livro espetacular!

    Imperdível pra quem tem vontade de ter sua própria marca de roupas, ou pros meninos e meninas cheios de planos ousados pra sua vida profissonal. Eu já encomendei o meu!

    Mais informações na página especial do livro no site da Nasty Gal: http://girlboss.nastygal.com/

    Dá uma olhada no vídeo de divulgação:

    Bacana, né? Uma inspiração e tanto essa mulher. Pra comprar, só clicar neste lnk aqui!

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    Mulheres que criam: Mari Casalecchi

    Ao som de Cartola, vou diagramando esta entrevista, e a Mari me faz lembrar as protagonistas dos meus filmes, livros, seriados preferidos, as mulheres que inspiraram artistas. Mulheres intensas inspiram. E faz sentido que, graças a essa intensidade, tenham propensão também a criar, extravasar sua imensidão em formas mais poéticas e menos mundanas.

    A impressão que eu tenho é que a Mari tem um universo dentro de si, talvez um universo mais complexo e com mais subníveis do que o padrão. E existe nela, além disso, uma inquietação por expor pedaços desse universo em forma de arte. Cada pouquinho é muito. Mas sorte nossa se tivermos o privilégio de estar por perto para ver essa imensidão toda transbordar.

    E me veio à cabeça esta citação: “Me estremecieron mujeres que la historia anotó en sus laureles. Y otras, gigantes, que no hay libro que las aguante”. S. Rodriguez.

    1. Conta sobre seu projeto criativo atual e peso que ele tem na sua vida neste momento.

    Retomei um projeto de quadrinhos que estava suspenso desde o fim do ano passado. Embora a história já estivesse pronta, desenhá-la como imagino é sempre mais complicado – considerando que não domino muito a técnica. Agora encontrei um tempo no meio do bololô de trabalhos (daqueles que pagam as contas) e resolvi seguir.Esse projeto é bem importante por alguns motivos: é a primeira história em quadrinhos mais longa que escrevo (até então, só havia feito tirinhas), além de tratar de um assunto forte pra mim, a recente morte do meu pai. Na verdade, é uma realização pessoal, uma forma de homenagem a alguém que foi muito importante na minha vida. Como diria o personagem de um filme do Bertolucci que adoro, trata-se de ‘um parêntese deliciosamente particular’.

    2. Você tem um ídolo criativo que te inspira? O que o torna genial, no seu ponto de vista?

    Ô pergunta difícil! Eu tenho alguns (em algumas áreas distintas), mas vou me restringir ao desenho e citar dois, já que estamos falando disso. Tem o Saul Steinberg, que é um ilustrador americano que fez, por alguns anos, as capas e cartoons da New York Times. Adoro o trabalho dele porque é bem sacado, irônico, além de admirar o traço fluido e a maneira como utiliza os materiais (lápis, canetinha, nanquim, giz de cera) para dar peso ao que quer dizer. Tem também o Lourenço Mutarelli – que agora é meu professor – um puta artista! O cara desenha lindamente, escreve muito bem e, especialmente, é um sujeito muito doce e generoso. Um mestre, na amplitude da palavra.

    3. Entre trabalhos digitais e tradicionais: qual tipo mexe mais com você?

    Os tradicionais, sem dúvida. Eu gosto da hesitação, do erro, do tentar consertar e não conseguir completamente – essas coisas me dizem mais do que formas perfeitas, vetorizadas, super limpas. É mais humano. Quase como não saber onde colocar as mãos quando se está nervoso ou não dar a melhor resposta pra alguma pergunta e depois ficar se culpando por isso. A vida sem auto ajuda, sem filtro bonito, o de repente. Acho isso especial demais.

    4. Há quem associe o processo criativo à espiritualidade. Como você vê essa relação? Como ela afetou (ou não) a constituição da sua personalidade, valores e relacionamentos interpessoais?

    Por ter sido criada em uma família atéia, a espiritualidade (pelo menos no sentido de crença religiosa) nunca foi uma questão pra mim. Na verdade, é um assunto que não exatamente me interessa, ou um pensamento que me ocorre muito pouco. Eu acredito em energia, em potencializar ações ou relações que me despertem esse sentimento de bem estar, em me colocar próxima a pessoas que me transmitam algo bom. Talvez a sensação de plenitude que a criação (especialmente autoral) é capaz de dar, possa estar ligada a essa energia (tanto como impulso de criação quanto como recompensa).

    5. Tem algum recurso que vc não abre mão pra estimular sua criatividade? Tipo café, exercício físico, viajar, ler….?

    O café tá sempre na mesa, em qualquer situação, então seria picaretagem dizer que só o utilizo para a criatividade; é vício. Tem um exercício que aprendi e tem funcionado bastante para desconstrução da linha de pensamento. Costumamos sempre pensar do mesmo jeito, pelas mesmas vias, aquele jeito que aprendemos e nos parece mais natural. Mas pro exercício criativo é interessante quebrar esse caminho, então costumo ouvir músicas e assistir alguns vídeos que não assistiria em situações normais, que não são exatamente confortáveis ou estão dentro da minha área de interesse. Pra mim funciona como alargador de repertório e permite que meu pensamento passeie por lugares que eu não o levaria naturalmente. Conversas alheias são boas fontes também, especialmente quando você pode se meter, esticar o assunto, fazer perguntas. É tiro e queda.

    6. Se fosse pra escolher uma música que descreve sua vida até o dia de hoje exatamente. Qual seria?

    Não sei se essa é a música que descreve minha vida, vida é muita coisa pra restringir a uma canção, né? Mas é uma música que me traz muitas lembranças, especialmente da infância, me emociono sempre que ouço: O Mundo é um Moinho, do Cartola.

    Mais informações sobre a Mari Casalecchi e seus trabalhos no Urban Arts.

    Aproveita que está por aqui e da uma olhada na entrevista com a designer de joias Raquel Paiz! E me segue lá no Instagram 🙂